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Ponte Anita Garibaldi vai ter iluminação a led: Licitação por RDC integrado será no dia 8

21 de novembro de 2014 – 18:00 |

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes – DNIT/SC vai realizar no próximo dia 8, às 10h, a licitação para contratação por RDC Integrado de empresas para elaboração dos projetos básico e executivo e para …

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Especial – Tudo sobre as obras da ponte Anita Garibaldi

Submitted by on 4 de novembro de 2012 – 23:10No Comment
Especial – Tudo sobre as obras da ponte Anita Garibaldi

Para complementar a duplicação da BR-101 Sul, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) está construindo a ponte para travessia do Canal de Laranjeiras, em Laguna. No canteiro onde todo o processo de construção está iniciando, o casario que vai acomodar os trabalhadores e toda a infraestrutura necessária para a construção das partes de composição da ponte toma formas em ritmo acelerado. Galpões, equipamentos e estruturas marcam terreno, apresentando um dos maiores aglomerados técnicos utilizados para dar suporte aos trabalhos de expansão da rodovia federal.

A ponte será construída sobre a lagoa de Imaruí, entre os bairros lagunenses de Cabeçuda e Bananal. A estrutura terá 2.815 metros de comprimento, com 400 metros do vão central estaiados, suspensos por 60 cabos de aço (15 para cada lado) presos em dois mastros que farão a sustentação central. A largura total será de 25,3 metros, com duas faixas de tráfego e mais acostamento para cada sentido da rodovia. Para a construção de estrutura dessa dimensão, o consórcio Ponte de Laguna, formado pelas empresas Camargo Corrêa-Aterpa/M.Martins-Construbase, está construindo nas margens da rodovia SC-436, ligação da BR-101 ao centro de Laguna, o canteiro de obras para dar suporte técnico à construção da ponte. Serão quase 11 hectares de canteiro, separados em área industrial e operacional. A área operacional está em construção, com trabalhos voltados para edificação dos boxes para depósito da matéria prima para confecção do concreto usinado, local para depósito de vergalhões de ferro, usina de concreto, área de preparo da ferragem de sustentação dos pilares e aduelas, carpintaria, mecânica e outras dependências operacionais. A construção que diferencia este canteiro de obras dos demais erguidos na duplicação da rodovia é o porto para ancoragem das balsas de transporte. A estrutura está com 80% da estrutura concluída, sendo que o consórcio inicia a construção da grua para carga e descarga das balsas. O casario do canteiro – No canteiro de obras do consórcio Ponte de Laguna estão sendo construídas várias edificações, que serão usadas como refeitório, escritório, dormitório, guarita, almoxarifado, oficina mecânica, central de concreto e ambulatório medico. As construções estão em estágio avançado de obras. O dormitório vai abrigar 660 trabalhadores em acomodações para quatro pessoas. Serão construídas aproximadamente 165 acomodações, sendo que os trabalhadores, dentro do canteiro, não poderão conviver no alojamento com as famílias. O escritório terá capacidade para alocar 100 funcionários, sendo o refeitório capaz de servir em torno de 1500 almoços e 700 jantas diariamente. A meta do consórcio é finalizar toda a estrutura dos casarios em fevereiro de 2013, mas pretende alocar os primeiros funcionários nos dormitórios em dezembro próximo. O canteiro ainda vai disponibilizar aos funcionários áreas de recreação, com local para sala de jogos, TV, internet e quadras esportivas. O casario está sendo construído com placas de madeira pré-fabricadas, instaladas individualmente, tornando o trabalho muito mais rápido. Mesmo para quatro pessoas, os quartos são amplos e arejados, garantindo o conforto dos trabalhadores.

Trabalhos na ponte já iniciaram
Além da construção do canteiro de obras, a dragagem (que deve retirar em torno de 500 mil metros cúbicos de areia) do canal de Laranjeiras, na lagoa de Imaruí complementa os trabalhos que iniciam a ponte. Porém, os trabalhos diretos na estrutura já iniciaram. No dia 15 de outubro, o consórcio responsável pela obra realizou a instalação da terceira camisa metálica, cilindros de metal usados para construção dos pilares da ponte. Os três primeiros invólucros foram instalados próximo ao km 314 da BR-101 Sul/SC, na frente de obras para construção da cabeceira norte da ponte. Para a construção do emboque Norte, da ponte sobre o Canal de Laranjeiras, serão instalados vinte cilindros (camisas), em dez conjuntos. Três estão instalados, aproveitando a condição de superficialidade da camada rochosa e o vão escavado para o salvamento arqueológico do sambaqui existente no entorno do pilar. A continuidade dos trabalhos de instalação das camisas será feita sobre o traçado atual da rodovia, sendo que é necessária a construção do desvio lateral para isso. Com os três primeiros cilindros metálicos em posição vertical, será instalada no topo das estruturas, perfuratriz para escavar a rocha e abrir caminho para a colocação das ferragens e concretagem dos pilares. O consórcio espera iniciar a escavação ainda nesta semana, dentro das condições climáticas e disposição de todos os equipamentos necessários.
Os cilindros vão servir de molde para a construção dos pilares de sustentação da ponte, tanto em terra firme, quanto dentro da Lagoa Santo Antônio. Pela proximidade da camada rochosa, os dois primeiros conjuntos de camisas metálicas não precisaram de bate-estaca para serem cravados ao solo. Porém, os demais passarão primeiro pelo estaqueamento, sendo necessária a união dos cilindros para atingir a base de rochas. Cada processo de instalação dos cilindros metálicos tem procedimentos distintos, onde a construção vai se adequar ao terreno para seguir com a obra. A ponte para travessia do Canal de Laranjeiras terá 51 vãos, onde serão instaladas 134 estacas para construção dos pilares de sustentação, formados pela junção de cilindros metálicos para a escavação e preenchimento com concreto. Já foram entregues 108 cilindros (camisas metálicas) num total de 478 a serem fabricados. No canteiro de obras, trabalhadores começam a amarrar a ferragem que será utilizada na construção dos três primeiros pilares em terra firme, no km 314 da BR-101 Sul/SC, em Cabeçuda.

Balsas, os caminhões da lagoa
Diferentemente das demais obras de arte especiais (OAEs) construídas ou em construção na duplicação da BR-101, onde os caminhões imperavam no transporte de matérias primas, estruturas e equipamentos, na construção da ponte para transposição do Canal de Laranjeiras, outro meio de transporte será empregado em larga escala. As balsas serão os caminhões da lagoa, utilizadas para carga de equipamentos, partes da ponte e trabalhadores.
Mas, para que as balsas possam operar, o consórcio está dragando o trajeto entre o canteiro de obras até o local de construção da ponte. A profundidade da lagoa em alguns pontos não permitia que os transportes de grandes dimensões navegassem, por isso, a dragagem foi necessária. Ao todo, serão utilizadas 35 balsas, sendo que algumas já estão alocadas em Laguna. Pelas dimensões das embarcações, o transporte por terra foi impossibilitado, sendo feito por mar, sendo separadas por partes, que serão unidas para realizar os trabalhos na obra.

Como será a construção da ponte
A primeira etapa de construção será a fundação. Serão realizadas escavações com 2,5 metros de diâmetro, que serão protegidas com camisas metálicas do mesmo diâmetro, que aguardam próximo a pista da BR-101 Sul. As escavações serão dentro d’água sob uma lâmina de até 3,5 metros, sendo que a estaca mais profunda chegará a 65 metros, o que equivale a um edifício de 21 andares. As camisas metálicas serão armadas com vergalhões de concreto e depois preenchidas com concreto. O consórcio pretende disponibilizar quatro equipes trabalhando ao mesmo tempo em pontos diferentes da ponte. A segunda etapa de construção segue assim que a fundação estiver pronta, começa a construção dos pilares de concreto que irão sustentar as aduelas. A primeira aduela de cada pilar é chamada de aduela de disparo. Construída no próprio local, serve de apoio para receber as demais, que serão colocadas simultaneamente em sentidos opostos em relação ao pilar. Concluída a armação das aduelas em um vão, a estrutura é completada com as abas laterais, também pré-moldadas. As aduelas e as abas começarão a ser feitas no canteiro de obras logo ao início da obra e, assim que dois pilares contíguos ficarem prontos, elas serão transportadas e colocadas na estrutura. Serão 500 unidades de aduelas, construídas no canteiro central e depois transportadas até a obra por meio das balsas. Cada aduela pesa acima de 30 toneladas e tem, aproximadamente, quatro metros de comprimento, sendo encaixadas umas nas outras e fixadas com cabos de tensão. Terão acrescidas abas laterais, que darão complementação à largura total da obra. Os vãos serão subdivididos em aduelas com comprimento aproximado de 4 metros pré-moldadas e colocadas no seu local definitivo com a utilização de treliças de balanços sucessivos. Essas treliças avançarão para a posição de içamento da aduela seguinte somente após a aduela que estiver sustentada e devidamente solidarizada à estrutura. O terceiro passo será a colocação dos mastros no vão estaiado. A parte estaiada da ponte, com 400 metros de extensão, tem um vão central com 200 metros e dois laterais com 100 metros cada um. Será apoiada em dois mastros com 50 metros de altura em relação ao pavimento da ponte. Em cada lada dos mastros serão instalados 14 cabos chamados estais, totalizando 50 estais, que terão a função de sustentar e dar equilíbrio à estrutura. O quarto e último estágio de obras serão os acabamentos. Faz parte da última etapa da obra, a colocação de proteções nas laterais e no centro da ponte, a pavimentação do tabuleiro e a pintura de faixa de sinalização.

Ações sociais
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), através do consórcio Ponte de Laguna, está realizando em paralelo as obras estruturais da transposição do Canal de Laranjeiras, ações sociais na comunidade lindeiras à obra. Estes eventos visam a interação da comunidade junto aos empreendedores, bem como levar informações didáticas da obras.
No mês de agosto passado, o consórcio realizou a primeira ação social no município. A comunidade da vila Francisco de Assis Soares, localizada no bairro Mato Alto, na entrada da cidade, concentrou atividades para crianças e adultos, organizadas pelo consórcio, em parceria com a Associação de Moradores. Além de brincadeiras disponibilizadas às crianças, a vila recebeu a construção de um parque infantil, com brinquedos de uso coletivo. A ação fez parte do evento “Dia do Bem Fazer”, organizado pelo Instituto Camargo Corrêa e realizado em todas as cidades e países em que a empresa está atuando. O evento ainda serviu para afinar a relação entre o consórcio e as comunidades lindeiras ao projeto de construção da ponte. Nos meses de agosto e setembro passados, o DNIT, através da equipe de Interação Social da ESGA (Empresa de Supervisão e Gerenciamento Ambiental), em conjunto com o consórcio Ponte de Laguna estiveram visitando escolas de ensino público em Laguna. A temática apresentada foi voltada para a construção da ponte e as modificações no tráfego entre o km 312 e o km 314, em Laguna. Nesta fase de oficinas, foram apresentados os meios seguros para pedestres e ciclistas realizarem a travessia da pista durante as obras. Na ação, cerca de 500 alunos das escolas Saul Olysséa e Renato Ramos da Silva, ambas de Laguna fizeram parte das oficinas.

Os cuidados em tempos de obras
Os usuários da BR-101 devem atentar a movimentação de equipamentos e trabalhadores entre o km 312 ao km 314 da rodovia, nas obras de construção da ponte sobre o Canal de Laranjeiras. O segmento da rodovia federal serve para deposito dos instrumentos e frente de obras. Para a movimentação de guindastes, o tráfego de veículos é interrompido por curto espaço de tempo. A interrupção é necessária para garantir a segurança dos trabalhadores envolvidos na logística, bem como dos usuários em trânsito. Toda a movimentação de obras é acompanhada por técnicos do consórcio Ponte de Laguna. O DNIT e a Polícia Rodoviária Federal solicitam aos motoristas que, ao avistarem os trabalhos no segmento não parem os veículos junto ao acostamento para acompanhar os trabalhos no trecho. Além de tumultuar o tráfego da rodovia, a parada expõe os usuários a acidentes. Pedestres devem manter distância da frente de obras ou aproximar-se dos locais em que há movimentação de equipamentos e trabalhadores. (Com a colaboração de Muriel Albônico, do Núcleo de Comunicação ESGA/DNIT-SC)

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